sexta-feira, 19 de abril de 2013

A EDUCAÇÃO E O POLÍTICO

É preciso convir que o professor exerça o magistério  em condições de heroísmo. Em geral, não existe infra-estrutura adequada para o ensino gratuito. O salário é motivo de piada. Hoje em dia, ainda existem prefeituras que nem sequer pagam o valor irrisório que consiste no piso obrigatório.                                                                   Qual procedimento influenciará os políticos que assumem cargos legislativos e executivos temporários e que através das alianças partidárias permanecem em atividade por tempo exagerado? Acredita-se que a resposta, desprovida de  influencias ideológicas partidárias, será a cobrança exercida pela população, em todos os níveis de governo. Nesse caso, desenvolve-se um processo que acabaria por modificar a cultura. Haveria ainda, maior efeito se existisse uma coordenação das ações dessa comunidade organizada que pode e deve se mobilizar em prol de um objetivo.                                 Considerando a educação, o comitê, apartidário, de acompanhamento da qualidade do ensino gratuito, pesquisaria e definiria o anseio popular de melhoria. Obter-se-ia nesse caso, alteração significativa dos usos e costumes da comunidade, que se tornaria rotineira. Pela primeira vez, a população que sofre a violência do ensino ruim, faria chegar ao congresso nacional, conforme a lei e o número de assinaturas exigidas, as medidas que gostariam de adotar nessa área.                                                              
Os diversos representantes do povo no poder legislativo se elegeram através voto. Portanto, nada mais justo e razoável do que atender ao pedido popular, mesmo se não houver concordância. A representação obtida através de eleição implica em defender a posição do eleitor e não o interesse menor que diz respeito à visão pessoal do  representante.                                                           Dessa forma conseguir-se-ia um acréscimo  substancial dos investimentos dessa área que é determinante de melhorias sobre a qualidade de vida. Será o posicionamento da sociedade que estimulará o estabelecimento definitivo da atividade mais importante da comunidade: a qualidade do ensino. Infelizmente, pode acontecer que nem mesmo os atos dessa natureza sejam aprovados pelos parlamentares que fazem valer, por sua vez, os interesses pessoais. Recentemente fato parecido ocorreu nos EUA. A maioria da população concordou com as medidas de desarmamento e o congresso negou aprovação. 
        Se houver rejeição do pedido popular pelos representantes do povo, uma vez que não se trata de procedimento comum, torna-se necessário questionar aquela casa, sobre quais medidas seriam convenientes. Essa ação complexa e difícil de ser realizada, não se perderá, porque haverá ciência de que urge transformar para se adquirir o bem valioso, responsável pelo bem-estar, que diz respeito à qualidade do ensino gratuito.                              
Quando se considera a qualidade da educação gratuita reporta-se a uma situação complicada. Há muitas variáveis que influenciam. É triste explicitar que foi construída, ao longo dos anos, uma sociedade organizada em classes1. Portanto e infelizmente, pode-se observar que a rede de ensino gratuita, dependente de vários fatores, incluindo também a atividade política, não modifica a muito tempo a triste realidade.
 referência
1http://www.histedbr.fae.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario9/PDFs/6.10.pdf
       

terça-feira, 16 de abril de 2013

QUADRO ATUAL DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Não se pretende hastear aqui, nenhuma bandeira partidária. Destaca-se a seguir, dez afirmações publicadas em diversos meios de comunicação sobre a atualidade da educação no país. As frases proferidas por diferentes profissionais objetivam contribuir para a elaboração de diretrizes políticas e econômicas que auxiliem a construir de alguma forma, a rede de ensino pública e gratuita. Ao observar o panorama atual, infere-se facilmente que os três níveis de ensino carecem de atenção e apoio maior por parte de todos.             A educação deficiente é parecida com a saúde deficiente. A doença, se não receber os medicamentos na época oportuna e na dose correta, para recuperar depois, será necessário um tratamento mais difícil e dispendioso.
i.        “A educação brasileira é muito ruim. “Estamos perdendo o bonde da história”. E diz que “a educação no Brasil aumenta a desigualdade". Acredita que o desenvolvimento de uma educação deve ser voltado para objetivos mensuráveis e técnicos de qualidade.”                                                     
GUSTAVO IOSCHPE, economista,  revista Veja1. 
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ii.        “O sistema educacional brasileiro coloca os pobres para escanteio”                                                                                                                                                      
AMÉLIA HAMZE, professora universitária, área da educação1.
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iii.             A educação brasileira não evoluiu muito no que se refere à questão da qualidade. O que podemos notar, por dados oferecidos pelo próprio Ministério da Educação, é que os estudantes não aprendem o que as escolas se propõem a ensinar.”            
JOSÉ LUIZ DE PAIVA BELLO, Educação no Brasil2.
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iv        A grande questão é que parece que a educação deficiente gera votos e oportunidades de alguns crescerem em cima de um fato que é cada vez mais triste para o povo e que faz parte dos discursos políticos.”
FRANCISCO DJACIR SILVA DE SOUZA, mestre em educação, professor e escritor de livro3.
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v. “Lixeiros com doutorado, talvez consigam evoluir para entregadores de pizzas.”
CÍRIO SIMON, Doutor em história da arte4.
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Vi  É preciso determinar estratégias claras de investimento para que se controle a inflação de forma a despontar a educação como prioridade.”                                                                                                                                           
WALMIRTON D’ALESSANDRO, prof. Universitário aposentado5.
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vii.        Uma das maiores escolas públicas muriciense, Alagoas, funciona em salas de chão de terra separadas por tapumes.”
GABRIELE JIMENEZ, Parada no Tempo - Revista Veja, 17/04, 20136.
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viii. “46% dos diretores de escola chegam ao posto por indicação de alguém.”
 GUSTAVO IOSCHPE, Diretor de escola: O protagonista esquecido. Rev. Veja7.
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ix. “Ensino médio brasileiro era ruim. E está pior.”
EDUCAÇÃO. 6/03/20138.
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x.Quando cotas são estabelecidas, não se pode achar que a universidade sozinha vai resolver os problemas de ensino do país.”                                                                                                                     
 LENÁ MEDEIROS DE MENEZES, sub-reitora de graduação da UERJ9.
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             Referencias
1-http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/educacao-capitalismo-fala-continua.htm
3-http://www.artigos.com/artigos/humanas/educacao/educacao:-o-descompromisso-continua-14257/artigo/
4-http://profciriosimon.blogspot.com.br/
5-http://walmirton.blogspot.com/
6-Gabriela Jimenes, Rev. Veja. Parada no Tempo. 17/04/2013, p.88-90
7-gustavo Ioschpe. Rev. Veja. Diretor de Escola: O protagonista esquecido. 17/04/2013, p.96-97.
8-http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/ensino-medio-brasileiro-era-ruim-e-esta-pior
9-http://www1.folha.uol.com.br/educacao/1251863-formacao-ruim-inibe-inscricao-em-vestibular.shtml


domingo, 14 de abril de 2013

E A EDUCAÇÃO CONTINUA RUIM.....

Desde o início da divulgação desse diário virtual, onde são postados alguns comentários pessoais, na forma de artigos de opinião sobre a educação, principalmente, aquela ofertada de maneira pública e gratuita a população, é que recebo algumas críticas e elogios oriundos de diversas regiões.                                        
Os artigos revelam aspectos da situação ruim que se encontra a educação. Divulga-se o texto sem envolvimento com partidarismos e sem outro interesse que não contribuir de alguma forma, com a melhoria do trabalho desenvolvido nessa área social crucial da comunidade. Nessa ação voluntária, de pouco apoio, significado e abrangência, são abordados, dentre outros assuntos: salário baixo do professor, estado de desânimo dos dirigentes, infra-estrutura imprópria, abandono pelos políticos administradores, aprendizagem insuficiente e oferta de qualidade ruim desse serviço ao povo.  
Pode-se dizer que são velados alguns poucos comunicados recebidos como resposta a essa publicação de opinião. Correspondem a críticas que não contribuem para a melhoria de desenvolvimento do tema. Enviados na forma de e-mail Cco, talvez para não despertar a curiosidade, parecem revelar interesses políticos não explicitados. Alegam motivos vários. Desviam a discussão do assunto principal e que diz respeito, geralmente, ao questionamento sobre o estado da qualidade de funcionamento do ensino público.                                                                                              
Por outro lado, algumas mensagens recebidas, são revestidas de elogios construtivos, chegando até mesmo a contribuir para a melhoria da publicação. Houve caso onde ocorreram sugestões de correções do texto. Houve ainda contribuição que elevou a qualidade do teor redigido. Na ocasião, apresentaram-se argumentos valiosos que não foram utilizados na publicação efetivada. De qualquer forma, é importante anotação desses fatos porque demonstram que existe alguma repercussão. A resposta aos artigos de opinião, favorável ou não, revela uma positividade que se espera refletir na escola para alteração do estado de desleixo. Acredita-se ainda que o ensino seja o responsável maior por criar possibilidades ao indivíduo de agregar valores. De potencializar ações que conduzem a melhoria. Isso corresponde ao que aqui realmente interessa. Não existe nenhum outro interesse.                              
Ora, os artigos objetivam estimular o que realmente ocorreu nesse site: posições contrárias e favoráveis que deverão ser adotadas ou não pelos leitores.  O próprio Ministério da Educação divulga dado revelando as condições ruins de dependência de investimentos e de docentes qualificados, que continuam existindo, surpreendentemente, ainda hoje, na educação do século vinte: “A nota do ensino médio está abaixo do patamar dos quatro pontos na maioria das regiões do país. A média dos países melhores organizados política e administrativamente, é de seis pontos1.”              
  Destaco já de muito tempo, essa questão difícil de ser trabalhada, que consiste na qualidade do ensino, porque ela é uma das causas maiores de produção de desigualdades. Vide a situação absurda nesse sentido, traçada pela professora Amélia Ramze, no seu artigo: “educação e Capitalismo: e a fala continua2”.
Referências:

sábado, 13 de abril de 2013

O BRASIL É CAMPEÃO EM EDUCAÇÃO RUIM

            É do conhecimento da maioria que o governo não sabe cuidar da população. Observe a educação ruim. A saúde, a segurança, etc. Os políticos preferem atuar naquelas atividades que aparecem. Elas produzem votos que mantém a máquina administrativa, aparelhada por tempo excessivo, mais do que o necessário. Ordenam a construção de  ginásios de esportes, por exemplo, mesmo que não funcionem depois. Asfaltam ruas, mesmo que fiquem sem manutenção depois.                                        
           O país vive uma crise social oriunda de políticas partidárias ideológicas e indesejáveis. O Brasil é campeão em educação ruim. Basta observar o ranking do ensino. Possui ainda, como se já não bastasse, as maiores favelas do mundo. Veja a periferia das grandes cidades. É PRECISO promover a mudança dos políticos e a conseqüente alteração das políticas públicas. A inflação atual elevou os preços de forma acintosa. Alguém já disse que o tomate, por exemplo, de vermelho, alterou para a cor amarela, i.e., da cor do ouro.      
       É PRECISO instalar uma reforma educacional e tributária, dentre outras, não somente, mas também porque, os impostos elevados como são do conhecimento geral, não retornam em benefícios suficientes para o contribuinte. Sem dúvida, é PRECISO estabelecer outras estratégias políticas de estimular o progresso. O país encontra-se na situação triste relacionada à educação, também porque, é PRECISO formar políticos estadistas. Que sejam por sua vez, desapegados dos interesses menores  proporcionados pelo poder público. Note as benesses desses cargos administrativos que auxiliam na manutenção da ciranda financeira e das modificações que conduzem a “farinha do mesmo saco”. E ainda mais, note a continuidade do grupo que eventualmente e por ora, “anda por cima da carne seca”.                                                                                                      
         É PRECISO preparo em adquirir o destemor e a visão arguta para modificar as prioridades que foram estabelecidas pelos diversos governos, atuais e passados. Foram eles também os responsáveis por conduzir à educação de qualidade a essa situação lastimável que se encontra. É PRECISO adotar medidas que solucionam a questão. É PRECISO extinguir  a antiga e já falida retórica de palanque que confunde, mistura, distorce e não resolve. É PRECISO determinar estratégias claras de investimento que controlem a inflação para que a educação possa despontar como prioridade.
            É PRECISO construir a renovação que permita escapar dessa mesmice do “dia-a-dia”, dessas relações simples do “terra-a-terra”. É PRECISO ousar, claro que é PRECISO, nesse caso, ambicionar e ultrapassar limites para que se aplique as medidas que possibilite a população atingir o seu destino, em termos das melhorias sociais de que é carente. O país possui todas as condições, mas PRECISA de situação nova: íntegra, leal, honesta, confiável, competente e de educação de qualidade em todos os níveis. PRECISA dos valores que despontam a sociedade para transformar-se em país desenvolvido, para se constituir enfim em um celeiro de oportunidades. É PRECISO abandonar a cultura bem desgastada de exportar material primário e importar bens industrializados. É PRECISO apresentar maior competitividade. Quem não sabe que é PRECISO da mão de obra especializada?                                                                                                   
            Porque a demora? Onde está o interesse dos políticos? Porque perdem a oportunidade de alavancar o país? Onde estão os ideais que conduzem a solução? Não há tempo para perder. A relutância, na promoção do progresso geral prejudica todos de forma irremediável. É PRECISO salvar a educação com urgência para que se observe que valeu a pena cada minuto do trabalho despendido. Ao redor do local onde as Instituições de Ensino, de qualidade irrefutável, serão construídas, visando atender a política de inovação e os diferentes procedimentos culturais  a serem implantados, existirão placas alertando: “cuidado, área de segurança nacional”.                                                                                                        
               Não se pretende ser o dono da verdade. Não se pretende que todos concordem aqui com o que é PRECISO, i.e., com as dificuldades explicitadas nesse artigo. Acredita-se, no entanto, que se torna incontestável que É PRECISO sair dessa situação de desencanto que se encontra a educação. Não se acredita ainda que a questão vá se resolver a partir de uma só canetada. É PRECISO nessa altura dos fatos, uma ação integrada do governo e da sociedade organizada. É PRECISO criar um comitê permanente, técnico e apartidário. Que adote iniciativas objetivando desencadear ações práticas, a partir de projetos elaborados em conjunto. Que  acompanhem os resultados produzidos pela aplicação das ações de recuperação e transformação.                                               
               Observe que existe uma época da vida da pessoa que é mais propícia a esse tipo de trabalho representativo. Época que não seja necessário delegar competência a todo o momento. O PNE deixou de ser cumprido desde muito tempo atrás. Devido a esse histórico de incertezas,  deve-se recear, portanto, que o aluno não será atendido a contento no que se refere à sua aprendizagem de qualidade, em qualquer que seja a data do PNE. Muitas instituições de ensino sequer possuem condições de uso. O professor trabalha em condições heróicas. É PRECISO estar mais próximo da escola e oferecer não somente condições precárias de funcionamento. É PRECISO almejar que “o bom” seja para todos.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

INDÍCIOS DE DESOBRIGAÇÃO DO GOVERNO PELA EDUCAÇÃO

         Existe uma vasta bibliografia publicada, dizendo respeito aos   interesses governamental, de desobrigar-se da educação. Apesar de se entender que não fará falta, pretende-se contribuir com mais esse artigo. Quando iniciei os comentários sobre a educação nesse diário virtual, acreditava que somente alguns poucos colegas iriam ler para posterior conversação. Como já existe mais de mil acessos, o “site” ultrapassou os objetivos iniciais estabelecidos. Logo, existe a esperança dos artigos, pelo menos, estimular o interesse contra a situação ruim.                                                                                       
A seguir, pretende-se somar forças com as inúmeras  publicações já promovidas sobre essa questão. Destacam-se somente dez aspectos relacionados ao descompromisso com o ensino superior das IFES e que entristece porque sem educação de qualidade não se vai a lugar algum.
i.              Número insuficiente de vagas para os cursos que a população mais procura. O povo sofre constrangimentos diversos quando preparam provas vestibulares que exigem  numero excessivo de candidatos por vaga.

ii.             Criação de um sistema de cotas. Nesse caso, há desesperança relacionada à diferenciação devido à raça, cor e classe econômica, afetando o nível do ensino uma vez que não obedece a questão de mérito.

iii.            Oferta de ensino ruim produzindo sofrimento causado pelos salários indevidos. Note a insatisfação gerada pelo número de advogados reprovados no exame da classe e nos erros de português em redações do ENEM.

iv.            Oferta de vagas para contratação de mão de obra especializada no mercado de trabalho e que não são preenchidas. Veja o desalento do povo. Não ocupa as vagas de emprego porque recebe formação inadequada.

v.             Implantação de fundações particulares no interior do espaço físico das IFES. Inicia-se dessa forma a situação  complexa de misturar  o público com o privado. Seria uma maneira de começar pela rebarba?

vi.            Necessidade dos Hospitais Universitários vinculados as IFES, de celebrar convênios com outras instituições públicas ou não. Observe a ansiedade produzida naqueles que necessitam desses serviços de saúde.

vii.           Término recente da aposentadoria integral do professor universitário. Perceba as dificuldades causadas. Terão que diminuir o salário com taxas adicionais, caso queiram manter o fraco poder  aquisitivo.

viii.          O PROUNI, programa de bolsas com gasto do erário público para facilitar o ingresso nas particulares. Mistura o público com o particular. Confunde contribuição doada para aqueles de baixa renda com a ação eleitoreira1.

ix.            Houve época que diminuíram a dotação orçamentária  e os recursos humanos. Houve terceirização e extinção de alguns cargos públicos. Aplicou-se a política neoliberal nas IFES2.

x.             Em 1985, Comissões de alto nível e o Grupo de Reformulação do ensino Superior (GERES), defenderam a existência das universidades de excelência (de pesquisa) e as de ensino, alegando custos elevados. Devido ao  trabalho contrário, desistiu-se da idéia3.

 Referências bibliográficas




domingo, 7 de abril de 2013

POLÍTICA DE TITULAÇÃO NAS IFES

                                               Pode-se afirmar que esse é um assunto  complexo. Nos idos de 1990, durante longos cinco anos, exerci a função de representante do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) na Câmara de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal. A reunião semanal era constituída dos membros integrantes da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós – graduação (PRPPG).  Assumia naquela década, o cargo eletivo de Coordenador geral de três Cursos de graduação na área de Ciências Biológicas, ofertados pelo ICB. Como trabalhava em regime de dedicação exclusiva, observava diariamente, as várias dificuldades enfrentadas pelos alunos nas disciplinas que cursavam em diferentes unidades da universidade.
                                               Anotava rotineiramente, muitas reclamações do corpo discente, originadas principalmente dos atritos provocados pelas diversas questões de ensino: avaliações nas formas de provas, exposição teórica, aulas práticas, relacionamento aluno/professor, etc. Um procedimento encontrado na época pela PRPPG, visando atenuar o problema, foi adotar uma política de qualificação. A Universidade concederia afastamento remunerado para que os docentes do quadro permanente pudessem elevar a sua preparação cursando o mestrado/doutorado.
                                               Durante vários anos houve a liberação de número significativo de docentes que partiam para outros centros universitários a fim de obter a titulação almejada. É importante esclarecer que existiu o cuidado de estabelecer e manter a política de estímulos sem o cometimento de excessos, i.e., sem a obrigação de cursar a pós-graduação. Era uma opção livre daquele que solicitava o afastamento. As avaliações dessa política inovadora indicavam que os índices de qualidade foram elevados, i.e, houve mesmo uma melhoria geral no ensino, pesquisa e das atividade de orientação, com abertura subseqüente de vários cursos de pós-graduação e de laboratórios de pesquisa que angariaram mais recursos, de toda ordem, promovendo crescimento importante  na universidade.
                                               É preciso destacar que naquele tempo, havia também os que não se conformavam com a não obrigatoriedade dos procedimentos de qualificação. Lutavam pelo estabelecimento de procedimentos obrigatórios a qualquer custo. Nesse sentido as discriminações veladas ou não e que ocorriam devido aos problemas relativos a titulação, surgiam com mais freqüência e  diminuíam a produção porque gerava dificuldades de relacionamento, as mais diversas,  no ambiente do trabalho.
                                               Certamente deve-se destacar ainda o que é já do conhecimento da maioria. O doutorado ou até mesmo, o pós-doutorado, não é garantia de serviço produtivo, adequado e de  qualidade. São inúmeros os casos que nos levam a essa conclusão. Somente para exemplificar: fazíamos parte de uma reunião do Conselho Diretor da Escola de Veterinária, quando os alunos reclamaram das aulas de certo professor doutor. Convocado para se explicar, o docente disse que era mesmo tudo verdade. Acrescentou dizendo que não gostava de dar aulas para “capa-gatos”! O Diretor pedindo a palavra esclareceu ao professor que o veterinário tem mesmo a função de capar gatos e que se fosse preciso castravam também o cão.                                                     
Enfim,            retiraram o docente do curso e para minha surpresa era o que ele pretendia. Queria dar aulas para uma turma de outro curso, com menos alunos e nesse caso, havia menos trabalho. Eram ainda muitos os casos de docentes que apresentavam os títulos de estudos elevados e que não queriam dar aulas. Priorizavam a pesquisa e criavam dificuldades para a instituição. Pode-se ainda afirmar que houve excessos quando passaram a exigir o título de doutor para exercer todas as demais atividades na universidade. Cargos de administração eletivos ou não, por exemplo. Ora, o doutorado prepara para funções técnicas especializadas na área específica de estudos
                                               Houve ainda diferenciações enormes, até mesmo, entre mestres e doutores o que contribuiu para a insatisfação generalizada que afetou o rendimento geral. O mestre que até então não era, passou de repente, a ser incapaz de desenvolver tarefas como a orientação, por exemplo. Foi proibido de receber bolsas de pesquisa, etc. O excesso existiu ainda quando fui cientificado por um funcionário de universidade federal  obrigado a se  afastar  para obter titulação. O salário era o que todos sabem e somente a bolsa não cobria os gastos adicionais. Ficou traumatizado! Disse que concluiu o curso, mas que não  compensou.
                                               São realmente necessários os cursos de reciclagem quando o professor, de qualquer nível de ensino, de qualquer que seja a titulação, permanece em atividade por longo tempo. Mas, daí a exigir o doutorado desapreciando o título de mestre, o especialista e até mesmo o graduado, é incorrer em generalização imprópria que desconsidera as diferenças individuais e que são enormes. Existem áreas do conhecimento em que o estudo e a vontade, associados ao dom natural, revela a importância de não exigir titulação de doutor, sob pena de prejudicar os benefícios que a escola pode transferir à sociedade.
                                               Nesse sentido, torna-se necessário promover os procedimentos de “ajuste fino” a política de qualificação que foi instalada na universidade. É preciso aperfeiçoá-la para não incorrer em injustiças. Conheci no interior de Goiás, um personagem que possuía o ensino médio. Estudava tanto a disciplina de paleontologia, que ninguém conhecia mais que ele, as figuras pré-históricas desenhadas nas paredes das cavernas da região. Conhecia tanto os fosseis que chegou a montar um museu com as mais diferentes peças ósseas de animais antigos e extintos. Os professores universitários com os elevados graus de instrução, dessa área de estudos, conduziam as turmas para que pudessem assistir a suas aulas.
                                                No diário virtual divulgo artigo de opiniões considerando a educação: http://walmirton.blogspot.com.br/. Apesar de considerar, muito lento, o “site” já apresentou mais de mil acessos. Quem quer que seja que tenha acessado, “patrulhando” ou não, pode-se dizer ainda bem que o assunto desperta algum interesse. Por fim, é prudente e enriquecedor para todos, que a política de titulação seja desprovida de extremismos desnecessários, permitindo a universidade à possibilidade de decidir o seu destino.

terça-feira, 2 de abril de 2013

ADMINISTRAÇÃO EM CARGOS ELETIVOS

         Tomar posse em cargos eletivos implica necessariamente, na elaboração de um plano de ações que modifique para melhor, os procedimentos político-administrativos que já funcionam rotineiramente por longo tempo. Infelizmente não é o que se observa facilmente. Sai um grupo  e ingressa outro, de mesma orientação política ou não e a situação ruim permanece. Basta observar superficialmente,  a aplicação dos recursos públicos na parte social, i.e, a educação, saúde, segurança e transporte.                  
Porque não se desenvolve, por exemplo, uma pesquisa para saber se o povo está satisfeito com o atendimento que recebe do SUS? Ou para saber sobre o grau de satisfação com os vestibulares, dos cursos superiores públicos e gratuitos  que mostram, já historicamente, mais demanda pela população? A sociedade é prejudicada quando não participa das decisões que emanam dos gabinetes.                                                                       
Administrar implica na ambição de promover o novo. Escapar de padrões e/ou modelos de funcionamentos anteriores desgastados. Não basta o “arroz com feijão” porque os anseios de melhorias considerando as diferentes demandas são grandes. É muito fácil adotar o equívoco dos conchavos  porque  mantêm-se uma base de apoio que sustenta a política ideológica. Na avaliação final da gestão administrativa, observa-se que permanece  a situação ruim encontrada  no início.                            
 As funções dos cargos eletivos são explicitadas pelos estatutos e regimentos, mas a diretriz maior a ser definida, trabalhada e estabelecida pelos novos eleitos deve ser original, no sentido de conduzir a comunidade para a melhoria geral e que é desejado por ela. Realmente, precisa-se persistência e demais qualidades advindas da educação de escol para atingir esse desiderato.                                                                                  
 É comum, o partido eleito, aparelhar os cargos com seus filiados, formando o que se conhece como “panelas”. Essas panelas encontram-se distribuídas aqui e alhures e são constituídas  pelas indicações políticas e/ou fisiológicas. São elas que estimulam o aparecimento do trabalho de poucos resultados. Isto é, a situação ruim é mantida quando se considera o transporte em geral, as prisões, os hospitais, as escolas, a justiça, que apresentam deficiências as mais diversas. O bem público capenga e não dá mostra de recuperação para a prestação de serviço de qualidade.
         A reforma política não atenuaria a tristeza? Não facilitaria a governabilidade sem populismo, barganha de cargos e  a suposta concessão de subsídios. Não permitiria escolher e eleger a competência  que deve ser estabelecida no mercado?
         Artigos de opinião simples e virtuais como esse, não afetam as instâncias de decisão. Para isso, é preciso  mobilização de toda a sociedade civil organizada. Nesse caso, a responsabilidade é de todos. É preciso mudanças significativas na educação e nos demais gargalos que são do conhecimento da maioria: reforma tributária, reforma política, etc. Por fim, nota-se que os recursos disponíveis não são investidos no ensino. É esse que forma  mão de obra especializada, necessária à agregação de valores, que  por sua vez, conduzem os benefícios ao povo.