sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PROPOSTA DE REFORMA PARA A EDUCAÇÃO MUNICIPAL

            Em postagens anteriores: “para a intercessão da autoridade” e diversas outras, publicadas no Blog: artigos de opinião: http://walmirton.blogspot.com.br/, mencionei a importância de federalizar o ensino. Hoje, apresento  argumentação simples sobre essa proposta, algo mais detalhada. Permanece muito claro e lógico que os educadores pedagógicos melhores preparados no assunto, poderiam elaborar um projeto mais rico em termo de metas e conquistas. No entanto, independente de quem elabora a reforma, a verdade é que o país precisa avançar! Inovar na educação! Sair da situação de ofertar ensino de pouca qualidade. Enfrentar as dificuldades que se apresentam como desafios a competência.                                                                                                           
Em outros artigos divulgados anteriormente no endereço do blog citado, fiz referencia ao problema, de que não contribui com a melhoria do ensino, elevar somente 10% ou 20% do salário do professor. Na maioria dos casos, esse aumento não resolve a questão e o profissional ainda permanece desvalorizado.  Gastam-se os recursos sem obtenção da produção desejada. Nesse mesmo sentido, não adianta melhorar o ensino fazendo, por exemplo, uma escola modelo. Se gasta a verba pública e a situação ruim continua. A sugestão que encaminho nesse sentido é que o docente, principal responsável pelo ensino, precisa ganhar pelo menos entre R$10.000,00 a R$20.000,00 mensais, de acordo com a situação do mercado atual.                                                                                               
 Existem atualmente, vários municípios no Brasil que apresentam dificuldades ou nem sequer podem pagar o piso salarial da categoria estabelecido pelo Congresso Nacional. Daí uma importância da federalização. O novo projeto de ensino inovador será acompanhado de um sistema de avaliação periódico do professor visando promover aperfeiçoamento e o regime de dedicação exclusiva, como já existe nas Universidades Federais. A carreira seria a mesma para todos os professores, que se tornariam federais. Porque não? Existem várias instituições que não fazem parte do magistério e que por serem federais funcionam bem, a nível nacional, como o caso dos correios e das  Universidades publicas gratuitas que, apesar de todas as dificuldades, são boas instituições nacionais de ensino, pesquisa e extensão.
            O novo projeto inovador de ensino, no entanto, não será capaz de acabar, em pouco tempo, com toda a defasagem que se encontra a educação. Atualmente já é necessário possuir cerca de dois milhões de docentes qualificados para atender a demanda. Portanto, o projeto apresentará em seu bojo, objetivos de qualificar pelo menos, cerca de cem mil professores, para iniciar o desenvolvimento do processo de inovação da qualidade do ensino. Cumprida a primeira fase da inovação, a implantação gradativa terá seguimento visando atingir as metas pré-estabelecidas.                                                                                                                   
Os procedimentos inovadores  que implantará a educação de qualidade exigirão reformas na Universidade para os cursos de formação de professores. Da mesma forma, os currículos escolares serão também reformados.  Apresentarão a característica singular da igualdade nacional. Claro que será possível a flexibilidade para a introdução de aspectos regionais típicos. A democracia agora estaria em sintonia com o projeto uma vez que esse regime político, implica necessariamente, na oferta  de educação igualitária para todos.                                                                                            
 Uma preocupação que existe sobre a federalização diz respeito aos desvios dos objetivos educacionais que poderiam ser promovidos mais facilmente. Nesse caso então, a administração das escolas seria descentralizada! Poderá ser realizada inclusive pela própria comunidade escolar. Mas o professor será unificado, isto é, percorrendo uma carreira federal.                                                                                                               
 O ex-governador gaucho Leonel Brizola, criou os Cieps (Centros integrados de Educação pública) que funcionavam em tempo de horário integral, com métodos especiais de ensino, alimentação com nutricionistas, esportes, leitura e tratamento odontológico. Não deu certo por quê? Não seria útil discutir esse trabalho? Alguns  Cieps deixaram de funcionar nos moldes que foram projetados. Outros desses estabelecimentos estão servindo de locais para funcionar a administração pública. Não seria útil analisar o caso e aprender com a experiência? A idéia não se alastrou país afora por quê? O projeto começou muito devagar? Fizeram poucos Cieps? Precisava de mais Cieps? Não tenho dúvidas de que a comunidade em geral precisa discutir todo esse assunto para que possa ter continuidade no âmbito do Congresso Nacional.
Walmirton

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O BRASIL NÃO GANHOU O PREMIO NOBEL

            A mídia escrita e falada, anualmente, anuncia os ganhadores do premio Nobel em ramos diferentes do conhecimento como: física, fisiologia, medicina, literatura, etc. São prêmios de milhões de reais, oferecidos desde 1901 e destinados a pesquisadores cujo trabalho, de elevado nível, contribuiu para a melhoria da sociedade.  Têm sido premiados, os estudiosos sediados em várias partes do mundo. E no Brasil? Porque ninguém ainda não foi laureado? É do conhecimento geral que um grupo seleto de pessoas recebe essa honraria que se tornou uma das distinções mais valorizadas nos dias de hoje. A premiação ocorre por meritocracia e já foi concedida 833 vezes.                                   
 Aparte as questões regimentais e políticas que envolvem as decisões sobre o assunto, sabe-se que no ano de 2009, o Brasil investiu 24,2 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento. Imagine, na época, esse valor representou um grande avanço em relação aos anos anteriores. Nessa mesma data, a Alemanha destinou 82 bilhões. Os setores políticos e sociais no Brasil foram e são ainda  responsáveis também por essa diferença de investimento.             
 As diferenças entre os países, sobre as ciências e inovação, podem ser mais bem compreendidas se houvessem visitas e conversações com alguns ganhadores desses prêmios. Sou testemunha que em países da Europa e Ásia, por exemplo, o sistema de transporte facilita a comunicação e o progresso. Do aeroporto, pode-se viajar de trem, de alta velocidade, para o interior do país. Deve-se considerar ainda, a infra-estrutura de apoio ao trabalho. Merece aplausos prolongados, não somente os equipamentos de ultima geração, mas também às instalações de excelência, como prédios, salas, laboratórios, materiais, etc.                                                                                        
 A quantidade de equipamentos de última geração impressiona. Permitem estudos e pesquisas de alto nível sobre os mais diversos assuntos dos diferentes ramos do conhecimento, como a medicina, por exemplo: câncer, DNA, células - tronco, proteoma, somente para mencionar alguns.. Funcionam em alguns casos, instituições cientificas que possuem mais de 500 pesquisadores. Em outros casos, instituições que investem 20 milhões de euros diariamente. Eis a razão! O Brasil ainda não pensa assim.  O Brasil sabe qual é o caminho! Ensino de qualidade nos três níveis. Infelizmente, ainda não coloca em prática o que sabe. Não percorre o caminho que já conhece.                        
E no caso dos prêmios de literatura e da paz para os quais não é necessário fazer tantas experiências práticas custosas? Porque não há ninguém! A explicação decorre do fato de que a escola de qualidade, do fundamental ao nível superior, consiste no principal colaborador na formação dos futuros cidadãos. É preciso de pessoas que recebem essa educação e não apenas de dinheiro. É preciso gerações e gerações de estudiosos. Esse tipo de comunidade cria o clima necessário. Isto é, pesquisadores estudando e trocando informações para interagir.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O SISTEMA DE COTAS


As cotas estimulam, dentre outros, a:                                                            
1.    mediocrização do ensino superior.
2.    Perda da dignidade.  O ingresso legal é por mérito.
3.    Escola ruim. Se oculta a ausência da escola boa.
4.    Falta de bolsas.  Não se ofereceu bolsas suficientes.
5.    Discriminação por facilitar a obtenção de diplomas.
6.    Diminuição do esforço para aquisição do grau superior.
7.    Facilidade de acesso ao diploma, invés  do trabalho digno.
8.    Dificuldade para quem não se enquadra no perfil.
9.    Estudar na particular e na pública para ser  cotista.
10. Acionar a justiça. O Ingresso não é  por mérito.
11. Evasão. A matrícula não significa a permanência.
12. Interferência na autonomia  universitária.
13. Mudança no objetivo da universidade pública gratuita.
14. Ineficiência. As vagas são poucas para os pretendentes.
15. Incertezas. Desconhece-se o rendimento dos cotistas.
16. Provável  queda de qualidade.  
17. Escolha pela pigmentação da pele e não pela preparação.  
17. Concessão de preferência e de benefício.                               
18. Desconfiança na Constituição e na idéia de igualdade.
19. Erro de interpretação. O pardo pode ser branco ou preto.
20. Erro genético. O Projeto Genoma Humano, atestou  que não se  classifica por raça. As diferenças entre as etnias são insignificantes.
21. Compreensão empírica. O conceito de raça não tem validade biológica e científica.
22. Distorção sobre a  identidade pessoal. O IBGE identificou no país mais de cem tonalidades diferentes de cor e raça.
23.  Ignorância sobre os países que implantou cotas e não deu certo: Índia, Malásia, Sri Lanka, Nigéria, Estados Unidos, etc.
24. Falta de desenvolvimento social, promovendo a violência.
25.  Criação de preconceitos ao invés de remediar conflitos.
26. Diminuição do orgulho pela aprovação por mérito.
27. Fortalecer a estrutura de poder instalada.
28.  Escola a preparar os proletários e a Universidade, os gestores da produção capitalista.
Referências:


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

DESAFIO A SER ENCARADO

Quem se distancia do povo, diz o cristão, dificilmente adquire uma posição relevante que permita ficar na frente dele. Observe que muitos daqueles que se tornam autoridades, buscam trabalhar em locais de difícil acesso a população. Veja que muitos ricos permanecem isolados para que ninguém (povo) aborreça. Muitos intelectuais de conhecimento e  estudos, cujos valores de formação são discutíveis, acabam explorando o interesse do povo utilizando os anseios de melhoria, as necessidades e as paixões das pessoas. Em outras palavras, a multidão é que se vire!                                                               
O aparelhamento partidário observado pelas ruas e nas instituições, utiliza o povo como  massa de manobra. É óbvio, portanto que o trabalho  de ensino-aprendizagem dos três níveis de cultura, seja transformado em atividade de comércio que explora esse filão visando aquisição de lucros. O intelectualismo há muito tempo não resolve essa situação. Os administradores políticos muito menos. Infelizmente o povo é desapreciado porque a educação é a sua maior demanda e o déficit de vagas é grande. Aqui e acolá existem candidatos a prefeito e a vereadores lançados pelas igrejas protestante, católica e espírita. Se forem administrar será para as religiões? Será uma administração supra-religião? Ecumenica? De qualquer forma, são poucos que de alguma maneira dispensam esforços para ensinar a pescar, ao invés de simplesmente dar o peixe.                                       
 Será preciso uma Lei para distribuir cotas aos brancos já que estão em desvantagem em relação aos negros, índios, gays, mulatos e etc? Existe bolsa para isso, para aquilo e não  se vai criar uma dessas  para os brancos? É preciso abandonar esses programas mirabolantes que oneram os cofres públicos e que melhoram a situação, mas que na avaliação final, todos sabem, sai e entra governo e a educação continua ruim. Porque não elaborar um programa educacional e estruturar o ensino para auxiliar eficientemente? Para ensinar o caminho reto. Para acostumar o indivíduo a obter o que precisa através do trabalho digno e honesto. Esse é o desafio a ser encarado em qualquer local do mundo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

REPETIR O QUE TODOS SABEM

            Nas últimas décadas o Brasil cresceu e se tornou a quinta maior economia do mundo. Para sedimentar esse crescimento e continuar mantendo o desenvolvimento sustentável, é preciso cuidar da educação para  melhor distribuição de renda.     Várias  dificuldades, dentre outras, a serem resolvidas sem camuflagem,  são:
1 – Gestão administrativa
            O Diretor da escola, instituto ou faculdade não deve ser somente aquele que se candidata em votação. Precisa apresentar alguns requisitos para ser candidato. Experiência de ensino, pesquisa e de trabalho administrativo em outros cargos. Ser portador de pelo menos  licenciatura plena de  graduação ou curso afim e ser portador  do Grau de Pós-Graduação Mestrado. O Diretor terá atividades como implantar e supervisionar os programas extracurriculares e também as tarefas internas dos alunos. Seus deveres incluem, dentre outros: avaliação dos funcionários, gerenciamento do calendário escolar e a supervisão dos recursos (controle de despesas e do patrimônio).
2 – Valorização  docente
            A valorização implica necessariamente em uma carreira para os três níveis onde se destaca a questão do mérito. Estabelecidos a data base, o piso e o teto, o salário é que seja digno para o bem de todos. Não se considera aqui os aumentos promovidos atualmente, em alguns casos, de até 100% e a remuneração ainda permanecer irrisória. Compare por exemplo, o salário de um professor graduado e de um juiz graduado. Não se entende porque a diferença é tão gritante. Ambos são graduados e apesar de funções diferentes, apresentam a mesma  responsabilidade.
3 –  Qualificação docente
            É do conhecimento de todos que o Estado precisa investir na elaboração de um projeto de qualificação docente para elevar o aprendizado. Premiar a produção através de certificados, incentivos ou bonificações, é procedimento que contribui com o ensino. Nas avaliações internacionais, o país está entre os que mais avançaram em termos de aprendizagem. Mas, encontra-se entre os 20% piores na classificação geral. Aí estão dados que revelam, uma vez mais, a adoção de procedimentos  ineficientes que  melhoram e não resolvem nada.
4 –  Espaço  e estrutura física da escola
         Sabe-se que diminuir o tamanho das turmas, reduzindo o número de alunos por sala de aula, melhora a aprendizagem. No entanto, adoção dessa política, implica em aumentar o número de salas e de professores. As Secretarias de Educação precisam dispor de recursos  para não diminuir a qualidade da oferta do ensino nesse sentido. Infelizmente, a estrutura física de muitas escolas não passa de simples e rústicos galpões onde a carência de quase tudo compromete a relação ensino-aprendizagem.
5 –  Pessoal de apoio
         São diversos os servidores de apoio ao desenvolvimento pedagógico: o pessoal da limpeza, as merendeiras, os secretários, os bibliotecários, os vigias, etc. O funcionário da área de ensino deve ter a consciência de que  é também educador. No trabalho escolar, a educação é  responsabilidade de todos. O funcionário deve ainda contribuir para o estabelecimento de metas e  aplicação do projeto pedagógico. As opiniões de todos são bem-vindas, principalmente, na área de atuação de cada um. A sugestão  de quem está com a mão na massa deve ser ponderada e  aproveitada.  A escola deve ser um espaço de aperfeiçoamento constante não só para os alunos e professores  mas também para todo o pessoal de apoio.
6 –  Objetivo da educação
         A educação não é um projeto pronto e acabado. Está em constante modificação. Com o advento dos computadores, jogos eletrônicos e celulares inteligentes urgem modificar as práticas educacionais dessas escolas tradicionais que existem nos três níveis de ensino. As mudanças atuais são muitas e ocorrem de forma rápida. Nesse caso, a tecnologia e a alteração da maneira de pensar, colocam em cheque o funcionamento do ensino antigo e velho conhecido. É preciso inovar! Observe que estão insatisfeitos o professor, o estudante e a sociedade através também dos pais dos alunos. Considerando o filósofo Friedritch, Jean Piaget e Freud, pode-se afirmar que a pedagogia é uma ciência sistemática com métodos definidos. Segundo Nietzsche, não há desenvolvimento quando a educação é movida pelo espírito utilitário. Quando há exame obrigatório e exploratório como é o caso do vestibular, por exemplo. Acredita esse pensador, que o homem de curso superior deveria ser responsável pelas  principais decisões e estar no poder porque possuidores de valores elevados não se aproveitariam de sua posição.                                                        
  O funcionamento da escola de hoje em dia, distancia cada vez mais dessa exigência do povo que diz respeito a construção desses valores. Infelizmente, falta interesse político que então mantém essa situação ruim de pressão que conduz a submissão das classes desfavorecidas. Infelizmente, a escola pública e gratuita nos diferentes segmentos de ensino, em grande parte, serve mesmo é ao aparelhamento político.          O objetivo geral a ser estabelecido, portanto, é que se adote a forma de  ensino que retire o engessamento dos pobres. Que o ciclo vicioso de opressão seja  interrompido por desestabilização, através das alterações na escola.

           

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

PREJUÍZOS DA GREVE. COMO DIFICULTAR A DEFLAGRAÇÃO

A greve, i.e., cruzar os braços no serviço acadêmico escolar, como é do conhecimento geral, desencadeia  prejuízos que afetam a comunidade. Há de possuir maiores possibilidades de êxito, se deflagrada com o apoio do corpo discente e dos vários segmentos representativos da sociedade organizada, quando somente houver esgotamento das possibilidades de negociação. Esse procedimento dificulta a distorção promovida por partidarismos que objetivam, dentre outros, fortalecerem partidos e desgastar o governo. No entanto, a greve consiste num direito constitucional que deve ser exercido, em última análise, visando estimular a negociação.                                                    
A recomendação que aqui se encaminha é a inovação, i.e., a criação de algum mecanismo que possibilita a sociedade acompanhar as condições gerais de oferta do ensino dos três níveis, incluindo o plano de cargos e salários, intervindo quando necessário. Visando evitar repetição anual e a banalização desse instrumento legal de pressão, sugere-se a realização de audiências públicas no Congresso com a conseqüente  aprovação de Normas Oficiais  a fim de subsidiar e facilitar o processo de conversação e entendimento entre o governo e  professores.
A greve precariza:
1)     O conceito e a falta de estrutura da escola pública.
2)    O índice de aprovação em universidades públicas e a auto-estima da comunidade.
3)    O número de matrículas, elevando a evasão escolar.
4)     As atividades da rotina diária dos alunos que ficam resumidas a programas de televisão, filmes, internet, etc.
5)     O estudo individual, promovendo opressão.
6)    A conclusão do calendário escolar.
7)     A tramitação  dos processos, interrompendo a formatura.
8)    O espaço de debates na escola.
9)     O atendimento  médico pelos HUs.
10)  Os demais serviços de saúde: farmácia, nutrição biomedicina, enfermagem, odontologia, educação física, psicologia, fisioterapia, veterinária, etc.
11)   A contribuição dos recém-formados  com o desenvolvimento da comunidade.
12)  As necessidades do povo que são desapreciadas.
13)  A recuperação do tempo perdido.
14)  O erário estadual, devido aos projetos de empresas que ofertam os “aulões”, para recuperação dos alunos para o ENEM, sem licitação.
15)  A comunicação, devido à suspensão das atividades de rádios e TVs universitárias.
16)  As chances de emprego dos formandos  e/ou as possibilidades de ingresso em pós-graduação, etc.
17)  Os restaurantes universitários.     



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Educação no Brasil con tinua ruim

  Porque não se exige professores com mestrado e doutorado nas escolas do governo estadual e municipal? Essa política de qualidade foi implantada somente nas universidades federais, por quê? Será que os docentes mais qualificados não serão encontrados, nesses casos? As escolas particulares de ensino médio cobram valores elevados de mensalidades. Algumas chegam a R$1.600,00 reais mensais. Valor mais alto que algumas faculdades e os docentes não são tão qualificados. O objetivo de boa parte das particulares distorceu! Atualmente, ensinam as dicas que os alunos precisam para aprovação nos vestibulares.                                  
 Essa educação ruim, não se preocupa em ensinar, por exemplo, o trabalho de interpretação de textos. No entanto os estabelecimentos particulares atingem o objetivo! Aprovar no vestibular e também ganhar dinheiro para fortalecer mais e mais escolas dessa estirpe. Pior ainda é que uma proporção significativa de  profissionais, concluem  os cursos superiores cometendo erros primários de português, matemática, ciências, enfim de raciocínio lógico. Daí reclama do mercado de trabalho alegando, a falta de vagas, dentre outras dificuldades.                                                
 Como não existe financiamento federal, estadual e municipal  suficiente para as universidades e escolas de ensino fundamental e médio, abre-se o espaço para o crescimento das empresas educacionais particulares. O povo se quiser que pague! Essa é uma das formas que encontraram para privatizar o ensino. A educação suficiente e de qualidade não é um direito de todos? Não acreditamos que é possível dividir a riqueza? O Brasil chega a ser um dos piores países nesse quesito.                      Com educação não se pode tergiversar! É preciso resolver os problemas reais enfrentando-os de frente. O sistema de avaliação (Ideb) e/ou os números estatísticos enfim, revelam a realidade  escolar?    
É necessário efetuar as despesas relacionadas aos alardes que são observados nos meios de comunicação,  sobre os índices educacionais ,  desse ou aquele estado, principalmente em época de eleição? Por falar em eleição, porque não se exige que os candidatos aos cargos apresentem, pelo menos, um curso  superior de graduação?                           
  A educação por ser tão importante, consiste em um bem público e, portanto deveria ser oferecida em sua maior parte pelo serviço público. Conseguir-se-ia uma melhoria se houvesse menos influencia de políticos na área e mais técnicos educacionais nos diferentes cargos. No Brasil agora virou moda!  Resolve-se a questão usando cotas. Faltaram vagas nas universidades e o Congresso, rapidinho, aprovou a criação de cotas para os egressos do ensino público, negros, etc. Essas cotas raciais e sociais, sem dúvida, elevarão os custos de funcionamento  escolar e a falta de dotação orçamentária  para custear os acréscimos de despesas, evidencia o descaso geral, uma vez mais.                                                                           
Igualmente, faltaram vagas no mercado de trabalho para os portadores de necessidades especiais e criaram as cotas nos concursos para resolver a dificuldade. Qual é a importância de  obrigar o jovem a fazer esse  vestibular sem ofertas de vagas? Facilitar a privatização? Economizar para investir em outros assuntos? Elevar a qualidade? Com esse exame de exclusão, pretendem ou não mascarar algo? Em visita ao Uruguai, pude observar, “in loco”, que naquele país não existe esse sistema cruel de separação de jovens estudantes, através do uso de funil, para ingressar no ensino superior público gratuito. As cotas são justas com os estudantes de escolas particulares? Além de pagar os estudos, terão ainda dificuldades adicionais para disputar as vagas insuficientes! Ocorrem nesse caso as condições legais de isonomia no seio da sociedade?           
   É realmente verdade quando se diz que ninguém sabe o que se pretende e/ou aonde ir quando se considera a educação. Não se sabe  quantos e quais são os profissionais de nível superior e técnico de ensino médio  necessários para o atendimento da política de desenvolvimento do país e das diversas regiões. Ajudaria ou não saber? Existiria ou não uma direção para investimentos? Sabe-se sim, há muito tempo, que faltam professores habilitados em matemática, física, química e biologia. Observem a magnitude do problema social!  Somente no estado de Goiás, existem cerca  07 milhões de analfabetos.
Walmirton